Pra falar de amor

Olhando p/ meu agora, aqui dentro…

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Não tente me impor verdades que não são minhas, apenas por acreditar nelas, e apenas por achar que eu tenho que aceita-las por virem de você.

Eu não faço jogos, não mascaro sentimentos, não acredito em almas gêmeas, jogos de sedução (bom, desses planejados, armados, pensados), nem acredito que uma mulher não deve se revelar pra manter algo misterioso. (como se meus olhos escondessem; como se fosse possível fazê-lo não perceber sentimentos meus que ele sente a quilômetros de distância)

 

 

Eu senti ciúme por uma besteira tão grande, que nem pra mim mesma, assim em silêncio, eu ouço confessar novamente (até por vergonha da imaturidade do motivo). Esse meu lado escorpiano – ciumento – possessivo me irrita, me tira o chão, o eixo, a calma. Me mostra como sou passional, como essa minha luta com meu lado racional já nasceu fracassada.

 

Eu minto pra mim mesma que gosto dos números, pq eles são meu elo com o lógico, exato, definido. E ai algo tão inocente e delicado vem com a força do mundo inteiro em forma de um belo tapa na cara.

 

 

 

Acorda, sua idiota!

 

 

 

Eu não posso sentir algo que é meu… tão meu quanto minhas pernas e braços.

Eu não sinto ser capaz de lutar contra algo tão forte, tão instintivo, tão humano.

 

 

E isso, isso é meu pior inimigo. Não em relação a ele, mas em relação a mim mesma.

Vai humana, demasiadamente humana, aprender pela vida (e com erros) a ser menos imatura, menos sentimental, menos eu…

Escrito por Tatiana

20/11/2009 em 11:32 am

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Quase uma desculpa, sem ser….

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Eu conheço certos movimentos…

Reconheço jogadas, escapadas, saídas pela esquerda…

Fui ensinada, duramente, a esperar o pior das situações. Meu medo nos momentos felizes são justificados.

Algo começa a cheirar meio podre, meio estragado… começa a perder a cor.

Engraçado como as pessoas complicam o simples, dificultam o fácil e depois reclamam da falta de “sorte”.

 

 

Eu ofereço o simples, você diz que não quer… é obvio, é vala comum.

Eu ofereço a solução, você prefere nega-la simplesmente por vício de repetição.

 

Eu nem sei porque ainda ofereço algo… eu nem sei porque ainda espero algo.

 

 

Desconfio que o lugar comum que você tanto teme é o lugar para onde você caminha, talvez sem perceber, a passos largos, rápidos, destemidos.

 

 

 

E é triste, e doe, e é, novamente, solidão!

Escrito por Tatiana

13/11/2009 em 8:36 PM

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#rapidinha09

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A ausência diminui as paixões pequenas e aumenta as grandes, porque o vento apaga velas e ventila um incêndio (François de La Rochefoucauld)

Escrito por Tatiana

12/11/2009 em 11:14 am

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Ergo pontes…

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gritaram seu nome

e mesmo sabendo que não era você

virei a sua procura

quase um desejo insensato de te achar

como se o chamado fosse suficiente para te trazer para perto

 

 

 

somos tão diferentes

e tão parecidos

 

 

 

você confessou um pedido por alguem que te cuidasse

eu reconheço minha vontade de cuidar de você, de te proteger…

mesmo admitindo minhas falhas e minha eterna capacidade de magoar e decepcionar.

 

 

 

 

imperfeitamente perfeitos

geograficamente distantes

unidos, pra sempre, no tempo/espaço dos nossos abraços

 

 

back home

 

 

 

 

 

“Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém…
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim…
E ter paciência para que a vida faça o resto…” W.S.

Escrito por Tatiana

07/11/2009 em 8:57 PM

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Kairos

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Eu tenho medo de te guardar… medo do que pode surgir, de novo, somente em mim. Do amor que nasceu, da certeza que ficou, do beijo que escolhi, da entrega por completo… medo de olhar e perceber que apenas em mim ficou cada momento nosso.

Eu pulo, sempre. E por você me atiro no maior dos abismos, só pq, aos poucos e com esse seu jeitinho especialmente doce, você me roubou o chão, me deu brilho aos olhos, um sorriso interminável, uma alegria contagiante, curou as feridas.

Escrever para um escritor é tarefa ingrata. Algo que soa banal.

Na verdade o que importa é: a mão está estendida, o coração entregue, a vontade de cuidar e proteger existem e você sabe disso. Alias, você sabe antes de saber, antes de dizer, quase antes de sentir.

“I’LL FIND A PEACEFUL PLACE
FAR AWAY FROM THE NOISE OF A BUSY DAY.
WHERE WE CAN SPEND OUR NIGHTS COUNTING SHOOTING STARS.”

 

 

Não queria te ver com medo e deixar passar a chance de agarrar o momento! Assim de frente, pelos cabelos! Mas seria pedir demais…. cobrar demais!

 

“Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.”

 

“…E o muito, muito que te quero
E como é sincero o meu amor
Eu sei que tu não fugirias mais de mim…”

Só precisa você dizer que sim!

 

Escrito por Tatiana

06/11/2009 em 8:32 PM

Rápido e quase indolor

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lua

Pela janela, na minha volta, ela veio vigiar o sono, testemunhar a lagrima da saudade e trazer sua companhia quase como consolo.

Ela, logo ela, testemunha das noites de amor, das mãos dadas, do sorriso envergonhado, das trocas de olhares… ali, quase ao alcance das minhas mãos.

 

 

 

 

 

E eu poderia falar e falar e falar

Descrever, relatar, compartilhar.

Mas prefiro te guardar nas lembranças, no cantinho do olho, no meio do abraço e nos momentos congelados pra sempre.

 

 

 

 

Escrito por Tatiana

04/11/2009 em 4:11 PM

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Speed of light

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Velocidade da Luz = 299 792 458 m / s

luz na forma como a conhecemos é uma gama de comprimentos de onda a que o olho humano é sensível. Trata-se de uma radiação eletromagnética pulsante ou num sentido mais geral, qualquer radiação eletromagnética que se situa entre as radiações infravermelhas e as radiações ultravioletas.

Luz é uma perturbação eletromagnética na forma de ondas propagadas.

Fonte: Wikipedia

Ultimamente *mas nem tão recente assim* me sinto como no olho do furacão.

Tudo a volta calmo, lento, em ordem. Aqui dentro tudo girando de forma caótica, desordenada, impossível de acompanhar.

E meu corpo dá sinais claros de cansaço. Nunca, mas nunca mesmo, me senti tão cansada! E por mais clichê *e infelizmente, comum* que isso possa parecer,  sinto que cheguei a limites inéditos de estafa.

Esse ano é uma prova de fogo. Daquelas dignas das torturas mais desumanas. Tudo de cabeça pra baixo e girando em frequencia inconstante.

Fica dificil acreditar que isso tudo me fortalece. Quando te sugam a energia, a alegria, a calma e a esperança fica dificil *quase impossível* enxergar qualquer coisa além do caos.

Hoje me dei de presente um dia longe dos livros; longe *parcialmente* de todas as coisas rotineiras. Piscina, amigos, papos descontraidos preencheram meu dia. Na cabeça só um pensamento: o tempo não aproveitado de forma mais produtiva; no coração um só sentimento: a culpa.

Eu não me permito descansar. E sou, eu mesma, meu maior inimigo. Não consigo apreender nada, vivo numa dicotomia angustiante.

A cobrança vem de fora, também. Não é pouca, nem compreensiva. Mas é infinitamente menor do que a que vem de mim mesma.

Ok, eu preciso relaxar… só não aprendi como! Em breve, eu saio correndo, louca, berrando pelas ruas. Quem sabe assim, sedada e internada, eu consiga as férias que preciso: férias de mim mesma.

Sou *ou me percebo* como a luz… perturbação de ondas propagadas.


Escrito por Tatiana

10/10/2009 em 8:27 PM

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“Eu não escrevo o que quero, escrevo o que sou.”

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Dá-me a tua mão


Dá-me a tua mão:
Vou agora te contar
como entrei no inexpressivo
que sempre foi a minha busca cega e secreta.

De como entrei
naquilo que existe entre o número um e o número dois,
de como vi a linha de mistério e fogo,
e que é linha sub-reptícia.

Entre duas notas de música existe uma nota,
entre dois fatos existe um fato,
entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam
existe um intervalo de espaço,
existe um sentir que é entre o sentir
- nos interstícios da matéria primordial
está a linha de mistério e fogo
que é a respiração do mundo,
e a respiração contínua do mundo
é aquilo que ouvimos
e chamamos de silêncio.

Clarice

Escrito por Tatiana

04/10/2009 em 3:00 am

#rapidinha08

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Não tem motivo especial… nem me lembra nada, nem ninguem…

é dessas coisas que se ouve até cansar, de novo e de novo e de novo…

Só Fala Em Mim
Ana Carolina

“O tempo vai passar você vai ver
Então por que já não saber de vez?
Você está tão longe de entender
O que eu falo bem diante de você

Você diz: – tudo bem, depois faz diferente
Diz que vai sumir e sempre volta atrás
Enquanto a sua imagem vai e vem
Aonde posso ir se você não está

O sol me reconforta e eu ando só
E sei que você anda por aí
Eu nunca mais te vi ao meu redor
Nem sei se me encontrei ou te perdi

Talvez eu siga sem você daqui pra frente
A vida tem caminhos muito desiguais
Disseram que você só fala em mim
Agora veja como a gente foi ficar

Não mandei você ir embora
Nem falei que podia me esquecer
Vou sorrir pra tristeza agora
Vou viver os meus dias sem você”

Escrito por Tatiana

07/09/2009 em 3:29 PM

Dos desejos escondidos…

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dancingHá de haver em algum lugar perdido ou escondido alguém sem medo de amar e se entregar.

Há de aparecer esse alguém, me tomar pela mão e me fazer acreditar novamente que sonhos – personificados ou não – são possíveis.

E quando aparecer, venha com lírios e tulipas, cheiro de chuva e gosto de orvalho.
Acenda mil velas em sua casa, me faça dançar como as sombras refletivas nas paredes.
Deixe-me esquecer das manhas solitárias e das noites intermináveis.

Faça parar o mundo ao redor… tire meus pés do chão – me faça flutuar –

E quando nem mesmo o medo consiga nos encontrar, tome-me sua, por completo!

Escrito por Tatiana

06/09/2009 em 12:31 PM

Publicado em Dreams

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