Pra falar de amor

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Ergo pontes…

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gritaram seu nome

e mesmo sabendo que não era você

virei a sua procura

quase um desejo insensato de te achar

como se o chamado fosse suficiente para te trazer para perto

 

 

 

somos tão diferentes

e tão parecidos

 

 

 

você confessou um pedido por alguem que te cuidasse

eu reconheço minha vontade de cuidar de você, de te proteger…

mesmo admitindo minhas falhas e minha eterna capacidade de magoar e decepcionar.

 

 

 

 

imperfeitamente perfeitos

geograficamente distantes

unidos, pra sempre, no tempo/espaço dos nossos abraços

 

 

back home

 

 

 

 

 

“Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém…
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim…
E ter paciência para que a vida faça o resto…” W.S.

Escrito por Tatiana

07/11/2009 em 8:57 PM

Na categoria Olhando pra dentro...

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Kairos

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Eu tenho medo de te guardar… medo do que pode surgir, de novo, somente em mim. Do amor que nasceu, da certeza que ficou, do beijo que escolhi, da entrega por completo… medo de olhar e perceber que apenas em mim ficou cada momento nosso.

Eu pulo, sempre. E por você me atiro no maior dos abismos, só pq, aos poucos e com esse seu jeitinho especialmente doce, você me roubou o chão, me deu brilho aos olhos, um sorriso interminável, uma alegria contagiante, curou as feridas.

Escrever para um escritor é tarefa ingrata. Algo que soa banal.

Na verdade o que importa é: a mão está estendida, o coração entregue, a vontade de cuidar e proteger existem e você sabe disso. Alias, você sabe antes de saber, antes de dizer, quase antes de sentir.

“I’LL FIND A PEACEFUL PLACE
FAR AWAY FROM THE NOISE OF A BUSY DAY.
WHERE WE CAN SPEND OUR NIGHTS COUNTING SHOOTING STARS.”

 

 

Não queria te ver com medo e deixar passar a chance de agarrar o momento! Assim de frente, pelos cabelos! Mas seria pedir demais…. cobrar demais!

 

“Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.”

 

“…E o muito, muito que te quero
E como é sincero o meu amor
Eu sei que tu não fugirias mais de mim…”

Só precisa você dizer que sim!

 

Escrito por Tatiana

06/11/2009 em 8:32 PM

Dos desejos escondidos…

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dancingHá de haver em algum lugar perdido ou escondido alguém sem medo de amar e se entregar.

Há de aparecer esse alguém, me tomar pela mão e me fazer acreditar novamente que sonhos – personificados ou não – são possíveis.

E quando aparecer, venha com lírios e tulipas, cheiro de chuva e gosto de orvalho.
Acenda mil velas em sua casa, me faça dançar como as sombras refletivas nas paredes.
Deixe-me esquecer das manhas solitárias e das noites intermináveis.

Faça parar o mundo ao redor… tire meus pés do chão – me faça flutuar –

E quando nem mesmo o medo consiga nos encontrar, tome-me sua, por completo!

Escrito por Tatiana

06/09/2009 em 12:31 PM

Na categoria Dreams

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#desejo

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beijodividida

confusa

com medo

apaixonada

longe

insegura

mas sonhando dia e noite. desejando o beijo, o abraço, a doce dor da entrega.

eu quero vc. como quem fica sem ar; como quem tem pressa e urgência; como quem já te tem, guardado em versos, em gavetas trancadas.

O que é o beijo? Não é o desejo ardente de aspirar uma parte do ser amado?

Escrito por Tatiana

23/08/2009 em 1:32 AM

Na categoria Olhando pra dentro...

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#rapidinha06

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Há quem escreva carta no Natal, carta de amor, cartão de aniversário… eu escrevo cartas ao Sonho!

Uma delas começou assim:

legs_wine_desire

“Das viagens incríveis da minha imaginação:

Ouvir Tracy Chapman, sabendo que você gosta, é quase como ouvir sua voz aqui pertinho… quase uma presença, uma companhia!”


“There is fiction in the space between
The lines on your page of memories
Write it down but it doesn’t mean
You’re not just telling stories”

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Na boca, o gosto doce do vinho.
Na pele, o arrepio.
Nos ouvidos:

Escrito por Tatiana

14/08/2009 em 12:40 AM

Na categoria Rapidinhas

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Ao Sonho

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Ah Babe, se essas crianças soubessem como vc faz… se esses que se dizem homens-amantes-garanhões soubessem como despertar esse desejo infinito que vc desperta com doçura e Billie Holiday…

Agora vejo com tanta clareza as diferenças entre os seres.

Uns crônicas, humorados, indiretos…
Uns contos, concisos, conflitivos…
Uns romances, épicos, heterogêneos…

maos

E vc, poesia pura!

Versos de sutileza e estrofes impetuosas de desejo
Um vulcão que desperta aqui dentro.. faz arrepiar e suspirar…

O cheiro do seu corpo, cada espasmo, cada gesto, gosto de meia taça de vinho…

E seus gemidos são saraus.

Os toques são como versos livres, não seguem nenhuma métrica e despertam todos os sentidos!
Imaterial e transcendente…. Arte!

Somos, os dois, culpados. E pecadores, docemente pornográficos.

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Um post a 4 mãos… as minhas e as do Sonho!

Escrito por Tatiana

26/07/2009 em 12:24 PM

wishing on a star

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ah! se ele soubesse do tamanho do meu desejo, viria correndo pro meu lado e não sairia nunca mais do meu abraço.

Escrito por Tatiana

24/07/2009 em 8:04 PM

Na categoria Rapidinhas

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Feliz cidade

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“Quer encontrar sua felicidade? Pare de procurá-la nos outros!”

looking for hapiness II

Nossa felicidade só depende de nós mesmos e mais ninguém.

Acho que talvez essa seja a mentira que mais queremos acreditar.

Alguma pessoa, qualquer uma, em qualquer extremo da vida, consegue ser feliz mesmo sozinha?
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felcidade_plumaAntes:

Acredito que felicidade não é um estágio. Felicidade é um momento. Longo, profundo, mágico, relevante, ou não… mas, mesmo assim, um momento.

“…pluma que o vento vai levando pelo ar / Voa tão leve / Mas tem a vida breve / Precisa que haja vento sem parar”

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Num grau maior ou menor, as reações e ações dos outros atingem nosso humor, nosso rumo, nossas vidas. E isso não influenciaria nossa“felicidade”?

O sorriso de uma criança num parque, o mau humor do vendedor da loja, a garota linda que te deu mole naquela balada, um abraço de um amigo, o cobrador do ônibus que deu troco errado, alguém que te roubou o coração, uma ligação no meio da noite, um amigo com problemas, o chefe com bom humor, um colega de trabalho que te passou a perna no projeto, o professor que zerou sua prova, o seu time que perdeu o campeonato, um irmão casando, visita da família num domingo de sol… nada disso interfere nessa sensação de felicidade?

E mesmo que seja verdade… mesmo que felicidade seja uma escolha, um estado que dependa apenas da nossa vontade de sermos alienadamente felizes apesar de todas as interferências, mesmo que não precisemos de mais nada alem de nós mesmos, mesmo que o pouco seja tudo e mais um pouco… ainda assim eu quero mais!

white_open_arms1

É que ainda sinto falta daquele alguém que entenda o significado do meu olhar, alguém que conheça as referencia e as piadas, que saiba como fico quando acordo, entenda minhas mudanças de humor, minha paixão desmedida pela Lua, saiba o suco e o prato favoritos, e entenda o porque do choro sempre que sento para observar o mar… essas coisas banais e fúteis do dia-a-dia que fazem toda diferença… que me deixam boba e ser ar!

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Ouvindo: Van Canto – Take to the sky

Escrito por Tatiana

19/07/2009 em 7:38 PM

“Sejamos pornográficos (docemente pornográficos)”

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“Amor — pois que é palavra essencial
comece esta canção e toda a envolva.
Amor guie o meu verso, e enquanto o guia,
reúna alma e desejo, membro de vulva.

Quem ousará dizer que ele é só alma?
Quem não sente no corpo a alma expandir-se
até desabrochar em puro grito
de orgasmo, num instante de infinito?

O corpo noutro corpo entrelaçado,
fundido, dissolvido, volta à origem
dos seres, que Platão viu completados:
é um, perfeito em dois; são dois em um.

Integração na cama ou já no cosmo?
Onde termina o quarto e chega aos astros?
Que força em nossos flancos nos transporta
a essa extrema região, etérea, eterna?

Ao delicioso toque do clitóris,
já tudo se transforma, num relâmpago.
Em pequenino ponto desse corpo,
a fonte, o fogo, o mel se concentraram.

Vai a penetração rompendo nuvens
e devassando sóis tão fulgurantes
que nunca a vista humana os suportara,
mas, varado de luz, o coito segue.

E prossegue e se espraia de tal sorte
que, além de nós, além da própria vida,
como activa abstracção que se faz carne,
a ideia de gozar está gozando.

E num sofrer de gozo entre palavras,
menos que isto, sons, arquejos, ais,
um só espasmo em nós atinge o clímax:
é quando o amor morre de amor, divino.

Quantas vezes morremos um no outro,
no húmido subterrâneo da vagina,
nessa morte mais suave do que o sono:
a pausa dos sentidos, satisfeita.

Então a paz se instaura. A paz dos deuses,
estendidos na cama, quais estátuas
vestidas de suor, agradecendo
o que a um deus acrescenta o amor terrestre. “

Carlos Drummond de Andrade,  ’O Amor Natural’

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imagem: Amante das imagens


Escrito por Tatiana

05/07/2009 em 10:30 PM

Na categoria Dos outros qdo falam de mim!

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