Posts Tagged ‘saudade’
Ergo pontes…
gritaram seu nome
e mesmo sabendo que não era você
virei a sua procura
quase um desejo insensato de te achar
como se o chamado fosse suficiente para te trazer para perto
somos tão diferentes
e tão parecidos
você confessou um pedido por alguem que te cuidasse
eu reconheço minha vontade de cuidar de você, de te proteger…
mesmo admitindo minhas falhas e minha eterna capacidade de magoar e decepcionar.
imperfeitamente perfeitos
geograficamente distantes
unidos, pra sempre, no tempo/espaço dos nossos abraços

“Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém…
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim…
E ter paciência para que a vida faça o resto…” W.S.
Um presente com laço de fita e uma lágrima
Eu não tinha mais do que 4 anos. Os dias eram sempre quentes, até os nublados. É como me lembro deles.
A noite, a garagem ficava fresquinha, ventilada, as lagartixas passeavam pelo teto. E ficávamos na cadeira de balanço… eu devidamente aconchegada no colo dele. Os “causos” eram os mais malucos e surreais possíveis. Lagartixas falantes, móveis nas nuvens, fogueiras até o céu, pessoas que viravam bichos, estrelas risonhas.
Nunca tive nojo das pequenas branquelas, que andavam em ziguezague para me fazer dormir, como a maioria das pessoas. Elas sempre foram referências diretas ao tempo que o mais complicado na vida era entender o porque dos trovões quando chove, porque não se pode dar todo o milho do latão às galinhas, a hora que o trem passeia perto da minha janela.
Ainda hoje, aos 32, eu tenho a companhia de uma osga no meu quarto. Já mudei algumas *muitas* vezes de casa, de quarto. Sempre, sempre, aparece uma pequena para morar comigo. E sempre na minha hora de dormir ela resolve passear pelas paredes, alucinando, obviamente, os felinos que não me deixam dormir só.
É doce imaginar que de alguma forma é ele presente. Vigiando, velando, protegendo.

E quem sabe de mim entende que é ele que me inspira, me protege e me faz falta. Todos os dias… todos!
Dos gigantes, da terra dos adultos, vc nunca me fez medo. Sua mão estava lá para dar suporte e carinho; suas palavras marcaram a alma; o brilho dos olhos eram reflexo puro e simples do nosso amor.
Vc não me viu crescer, não pode me dar colo qdo partiram meu coração, não poderá entrar comigo na igreja, nem carregar os filhos da sua filha… mas está presente em cada gesto de carinho, em cada palavra doce, em cada gota de chuva. É meu anjo protetor, minha lembrança mais doce, minha saudade mais doída.
O homem da minha vida, de todas elas.
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Confesso que tentei não repetir o texto acima -após a foto – *escrito no primeiro post deste blog*. Mas ele ainda é a melhor descrição que consigo fazer, embora nenhuma palavra traduza exatamente o sentimento.
Alias, sentimentos nem são para serem descritos. Pelo menos não por alguem como eu.
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Do que faz direito essa coisa de falar da poesia dos pequenos relevantes fatos da vida:
Danilo: Maria, só Maria
Dan, qualquer coisa escrita aqui será apenas repetição do já dito. Vc sabe o quanto admiro a sua capacidade de traduzir, exprimir, transcrever sentimentos. A Maria tem sorte de ter você, e sei que você sabe da sua sorte em tê-la. Feliz Dia dos Pais.
Menção honrosa:
Dany Você é um doce e uma fortaleza. Admiro essa sua força! Parabéns, domingo é um dia seu tb =]
Racionalizando sentimentos…
Hj, só por hj, consigo pensar em vc com uma saudade gostosa, uma dor que não machuca, um sorriso de leve no canto da boca, um gosto de quero mais que não amarga mais!
Hj, só por hj, não preciso ter seu abraço, seu sorriso e seu colo…
Do “outro” sobrou a raiva e o rancor. De vc.. só a luz que trouxe com seu sorriso, só a leveza na alma.
Mas só hj tá? Amanha eu volto a desejar seu corpo no meu, sua boca com a minha, e a loucura desse amor que é só meu.
Um dia de cada vez… até que os dias não importem mais, e vc seja apenas o sonho, a estrela, o que passou….
Mas a raposa pra sempre, isso sim… sempre será!
Pedaços do passado… uma saudade boa!
Muito do que sou hj herdei da minha infância. #fato!
Lembro muito das férias na casa dos meus tios *sempre em cidades diferentes, já que meu tio era transferido para um canto novo a cada 2 anos*
Minha tia Regina *irmã da minha mãe* toca piano lindamente, com uma postura perfeita, um olhar doce e mãos suaves! E sempre tocava para meu tio qdo ele voltava de alguma, das muitas, viagens a trabalho. Sempre começava com a mesma canção *nunca declaramente a “música deles” mas muito facilmente identificada como uma canção marcante na linda história de amor dos dois*
Era estranho na época entender como um homem sério, rigoroso e de poucos sorrisos se transformava imediatamente ao ouvi-la tocar.
A música: A noite do meu bem – Elis Regina *composta pela Dolores Duran*
Não era cantado, apenas o som das teclas ecoava pela casa… mas cada nota enchia os ouvidos e os corações de uma certeza que amor era de fato possível, mesmo entre seres tão diferentes.
Sempre fui meio romântica por genética, deve ser algum defeito herdado das mulheres da minha família *embora minha mãe pareça uma exceção*. Aprendi o básico nas aulas de piano, mas nunca consegui ter a disciplina e paciência necessárias para tocar realmente. E, sinceramente, não tenho mais o coração tão crédulo quanto aos amores românticos e casais perfeitos.
Mas de vez em quando, bem raramente, eu me permito voltar aos tempos de criança, fechar os olhos e lembrar do tempo que as coisas eram fáceis, leves e possíveis.
E se eu pudesse dedicar uma música, seria para o Marcelo, meu tio “cara de tutu”, para que lá nas estrelas mais brilhantes ele soubesse o privilegio que é ser a “cara de broa” dele.
das dúvidas de agora…
eu não quero perder sua amizade. não mesmo.
quero ser o colo que vc procura qdo está triste, quero ser o ouvido que te ouve, te aconselha e tenta te ajudar.
quero ser a confidente, a risada fácil, o refúgio…
mas ser amiga é saber das suas escolhas, e saber dos seus amores…
tenho medo de não ser forte o suficiente pra aguentar te ver feliz sem mim… parece egoismo né? me sinto assim.
vc me diz que se afasta pq me faz mais mal do que bem… então pq eu me sinto pior com vc longe? pq eu me sinto pior com o sumiço, a indiferença?
não sei o que fazer… parece como qdo vc apareceu… eu estava perdida, sozinha e triste. mas ai vc veio, iluminou tudo.
agora que vc saiu, de onde vai vir a luz? de onde tiro a força que me dava nossas conversas, nossas risadas?
como alguem que mal conheço pode fazer tanta falta?
pra que viver tudo isso, pra acabar em vão?
I really miss you!!!